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O Alfabeto das Bruxas

Os alfabetos místicos usados nas artes mágicas são diferentes dos utilizados na escrita comum, aos quais variam conforme a necessidade.

Heinrich Cornelius

O alfabeto das bruxas também é chamado de alfabeto Tebano ou Theban que por sua vez é conhecido como alfabeto de Honorian ou runas de Honorian. De origem incerta, o nome do alfabeto indicaria a origem em Tebas (Grécia), porém, a primeira vez que ele aparece em um documento impresso foi na obra 'Poligraphia' de 1518 de Johannes Trithemius, que nesta ocasião atribuiu a sua criação à Honorius de Teba (mago muito famoso da Idade Média). Alguns acreditam ser apenas uma personagem mística. Heinrich Cornelius Agrippa Von Nettesheim (1486–1535), simplesmente Agrippa, atribuiu a criação do mesmo alfabeto a Pietro d'Abano (1250–1316) em sua obra muito famosa "Três Livros de Filosofia Oculta". Também é conhecido como Petrus de Apono ou Aponensis. Era um médico famoso, um filósofo, e um astrólogo italiano, mas também um mago, tendo escrito um Grimório chamado “Heptameron”. Foi duas vezes perseguido pela inquisição sendo acusado de possuir pacto com o demônio devido ao seu avançado uso da medicina com técnicas de energia e utilização de especiarias Árabes. Conseguiu sair da primeira tortura, mas não da segunda. O seu corpo foi raptado por um amigo para que não fosse queimado em praça pública, já que após sua excomunhão os inquisidores ainda iriam queimar seu corpo como um alerta à população.

O alfabeto Theban não possui semelhança gráfica com praticamente nenhum outro alfabeto.

Em comparação ao Latim Arcaico, o Theban, possui uma relação “letra à letra”, perdendo algumas dessas correspondências somente com o Latim moderno, onde as letras J, U e W não possuem representação e são escritos com os mesmos caracteres para I, V e W consecutivamente. As correspondências com o Latim Arcaico e a falta de pontuações, sugerem que tal alfabeto foi inspirado no Latim. Não tendo ligação com o alfabeto hebraico, logo que não é escrito de trás para frente. A única pontuação que o Alfabeto Theban possui é um caractere que representa o fim do texto (uma espécie de ponto final). Nenhuma outra pontuação aparece nos textos de Trithemius ou nos de Agrippa e os posteriores a esses.

Nas décadas de 1960-70 o Alfabeto das Bruxas teve o seu auge de popularidade, mas foi gradualmente reposta pelo Germânico e Celta nos meados da década de 1980. Foi muito utilizado quando um dos criadores da Wicca, Gerald Gardner, o reutilizou. Foi devido ao amplo uso dos praticantes de Bruxaria e Wiccanos, que o alfabeto Theban passou a também ser chamado de “Alfabeto das Bruxas”, sendo normalmente utilizado para substituir as letras latinas ao escrever nos Livros das Sombras.

Nos primórdios dos tempos, muitos bruxos utilizaram do alfabeto Tebano para passar recados, deixando mensagens secretas em livros e vidros marcando os encontros para seus Sabbats e Esbats, se mantendo no anonimato. Pois somente quem pertencesse ao coven ou que conhecesse o alfabeto poderia compreender as instruções deixadas.

Atualmente o Alfabeto das Bruxas é utilizado para *transliterar e substituir os alfabetos em uso, para criar amuletos com o objetivo de impedir aos não iniciados lerem o Livro das Sombras, para criar magias, feitiços, runas, pantáculos e infinitas possibilidades na Arte e conexão do magista.

alfabeto

*Transliterar é diferente de traduzir, é simplesmente escrever uma frase na sua língua original utilizando um outro alfabeto. No caso transliterar em um alfabeto mágico lhe confere automaticamente poder mágico já que assim se entra em contato com toda a egrégora de todas as bruxas e magos que o utilizaram.

Bênçãos Plenas

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